VIVA INDICA - Bem-estar
29/11/2018   
Adeus ao velho, feliz ano novo
JORGE EDUARDO | Professor da FGV e Hair Designer - foto: Divulgação Divulgação

Já estamos diante do Ano Novo e de expectativas e esperança de poder transformar novos sonhos em realidade. Todos temos, de certa forma, a necessidade de nos comunicar e expressar sentimentos. Afinal, chegamos à era da inteligência artificial, das mídias sociais, da transformação digital, a qual nos ajuda e até substitui profissões, mas nunca tomará o lugar do ser humano. Somos dotados de essência, sentimentos e amor. Faz-se necessária a volta à prática do humanismo.

Parece loucura, mas é real, as pessoas estão focadas em si mesmas e vivendo o individualismo digital de tal forma que, por muitas vezes, esquecem do outro, e esse outro é físico e humano, que chora, ri, abraça, sente e fica feliz. O interessante é que sempre estamos esperando que alguém faça algo por nós ou nos motive, assim talvez possamos dar um novo passo. Se estamos tristes, queremos que alguém nos faça sorrir; se temos problemas, parece que o mundo é culpado; se não temos estabilidade ou perdemos o emprego, vem o medo; se terminamos um relacionamento, sentimos culpa, alívio ou frustração; e, se estamos doentes, precisamos de esperança.

Somos seres únicos e dotados da capacidade de resiliência; podemos mudar quase tudo a qualquer momento, basta querer e se permitir. O importante é dar o primeiro passo: se for o que você quer, continue; e se não for, mude! A vida é feita de escolhas, e a todo o momento estamos escolhendo algo para nossa vida. Há uma frase budista que diz: cuidado com o que você deseja, pois você pode conseguir.

O QUE É FELICIDADE?
Felicidade é o aqui e o agora. Somos movidos a uma projeção de cultura, valores e objetivos, muitos dos quais acrescentam, derrubam, interagem e nos motivam. Quando nos deparamos com o que construímos ou com o que temos nas mãos, podemos sentir e interagir com o que acreditamos que irá nos levar ao bem maior e ao nosso bem-estar. Porém, a razão nos leva à frieza dos sentimentos, e a sensibilidade nos remete à imaginação. Felicidade é um estado de espírito e um sonho o qual podemos ou não tornar realidade.

Não é questão de ter planejamento ou fazer projeções de como queremos ou devemos estar no que podemos chamar de futuro, e sim como estamos no momento presente. Não acredito no amanhã, e sim no agora, porque o futuro pode ou não chegar.

É loucura competir com o tempo, pois podemos nos perder de nós mesmos e dos outros; o tempo não para e o mundo não vai parar porque você tem pressa, não tem tempo ou tem problemas. Certa vez, Regina Ortega, uma amiga, veio ao salão me desejar feliz Natal e próspero Ano Novo e, quando ela entrou, me abraçou, olhou nos meus olhos e disse: “nada de feliz Natal, eu te desejo um feliz aqui e agora”! Achei estranho no momento, mas, por coincidência, naquele mês natalino aconteceram tantas coisas na minha vida que me levaram a perceber a importância de tomar uma atitude. O aqui e agora eram as únicas coisas que eu tinha nas mãos, e eu precisava agir; não poderia esperar o amanhã chegar, talvez então fosse tarde, e realmente não tivesse mais tempo.

Devemos valorizar a vida, nos permitir viver tudo aquilo que é para ser vivido; acreditar em nossos sonhos e transformá-los em realidade. Seja qual for o caminho escolhido, haverá sempre altos e baixos, curvas, surpresas, turbulências e isso sempre será imprevisível. Mas, com tantos motivos, encontros e desencontros, tudo vale a pena. Tenha um Feliz Aqui e Agora!

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