VIVA INDICA - Bem-estar
27/08/2018   
Cirurgia Plástica e procedimentos estéticos: Segurança e riscos
Dra. Roseli Cardinali - Membro da Sociedade Brasileira e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica - foto: Tárik Santiago

A evolução da cirurgia plástica nos últimos anos é incontestável, assim como as pesquisas científicas no campo dos tratamentos estéticos.

Com isso, o médico tem a possibilidade de utilizar soluções mais eficazes, seguras e avançadas, realizando procedimentos cada vez mais simples e acessíveis. O avanço tecnológico contribui para o incremento das opções a serem consideradas nos tratamentos estéticos, ao passo que a cirurgia plástica pode melhorar aspectos do corpo e da vida; porém, existem riscos que não podem ser desprezados.

No caso de procedimentos estéticos, a banalização de algumas abordagens invasivas é um fator de risco que deve ser considerado e não dispensa uma pesquisa por parte do paciente sobre a qualificação do profissional que irá realizá-los.

Outro ponto importante para a segurança está no fato de pacientes seguirem os cuidados recomendados no pré e pós-procedimentos.

O paciente não deve omitir nenhuma informação, como o uso de medicações, problemas de doenças pré-existentes, tratamentos que estiver realizando e etc. O cirurgião plástico precisa ter ciência de todo o histórico do paciente, além da solicitação e análise de todos os exames.

A seguir, alguns tópicos importantes que o paciente deve levar em conta:
- os procedimentos estéticos e cirúrgicos são considerados seguros desde que realizados por um médico capacitado e habilitado;
- é fundamental que o paciente se certifique de que o profissional escolhido para realizar o procedimento cirúrgico ou estético seja médico e especialista capacitado, membro de uma sociedade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB);
- além do número de CRM (Conselho Regional de Medicina), o cirurgião plástico também deve ter o número de RQE (Registro de Qualificação de Especialidade), obtido após o registro do Título de Especialista pelo Conselho Regional de cada Estado;
- o paciente deve estar atento ao fato de que a medicina estética por si só não é considerada uma especialidade médica, ou seja, não é reconhecida por esses órgãos reguladores.

A decisão para a realização de uma intervenção é pessoal. Cabe ao paciente decidir se a proposta alcançará suas metas, certificar-se de que suas expectativas são realistas e se as complicações e riscos são aceitáveis. O papel do cirurgião plástico é explicar com detalhes os riscos associados ao procedimento.

A sua parceria com o cirurgião plástico não acaba quando termina a cirurgia. A relação deve continuar, mesmo porque os resultados da maioria dos procedimentos plásticos cirúrgicos são permanentes, porém podem ocorrer mudanças com o passar do tempo. Por este motivo, as visitas regulares de acompanhamento da cirurgia são tão importantes.

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