REPORTAGEM
27/04/2018    Por João Felipe Cândido
Os tubarões dos negócios
Viva S/A acompanhou de perto os bastidores das gravações da próxima temporada do Shark Tank - Negociando com Tubarões. Em suas duas primeiras edições, a versão brasileira do reality show norte-americano de negócios, exibida pelo Canal Sony, gerou quase 17 milhões de reais em investimentos.
fotos: Guilherme Arrais

Até mesmo em uma empresa nascida em Alphaville, que recebeu o maior aporte da história do programa. Veja quem são os investidores interessados em apoiar grandes ideias de empreendedorismo.

Criar um negócio no Brasil é para os fortes. Além de uma boa dose de coragem e disposição, para empreender, é necessário trabalhar muito (muito mesmo) para ir do sonho à realidade. Contribuir com a sociedade, gerando lucro, emprego e renda é de fato uma satisfação que não tem preço para algumas pessoas. Na verdade, preço tem, e quem está disposto a pagar sabe que precisará atravessar algumas fases. Depois de estudar muito sobre o mercado em que pretende atuar e conseguir formatar um plano de negócios, o empreendedor precisará enfrentar os impostos, busca de mão de obra qualificada, bons fornecedores, estudar a concorrência, hábitos de consumo de seu público-alvo e linha de crédito.

Passada essa primeira etapa, vem a fase da sobrevivência da empresa. Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de cada dez empresas abertas no País, seis não sobrevivem após cinco anos de atividades. Entre os inúmeros fatores, não conhecer profundamente o setor em que atua e não gerenciar os aspectos financeiros corretamente estão entre os principais motivos que levam uma empresa à morte.

Quando um negócio consegue ultrapassar essas barreiras e está consolidado, é natural o desejo de buscar um sócio investidor ou crédito bancário em instituições financeiras para expandir a marca; no entanto, a alta taxa de juros costuma afastar muitos empreendedores. Foi o que aconteceu com a Sagrado Boulangerie, padaria sobre rodas que produz pães artesanais, surgida em Alphaville no fim de 2015. Criada pelos sócios Thais Cerdeira, Fábio Freitas e Beatriz Passos, somente no primeiro ano de operação, com os cinco food trucks espalhados pelos condomínios de Alphaville, a marca já faturava mais de 1 milhão de reais. “Estávamos na fase do projeto em que a aceitação só aumentava e, consequentemente, a demanda pelo serviço crescia. Discutíamos uma forma de alavancagem financeira para iniciar o crescimento em escala”, diz Thais. Estava clara a necessidade de atrair capital para a expansão do projeto, o trio só não sabia exatamente por onde começar. A ideia era convencer um investidor que pudesse apoiá-los financeira e intelectualmente nos desafios desse crescimento. Sem contar nada aos sócios, em março do ano passado, Thais inscreveu a empresa em um reality show de negócios.

SHARK TANK BRASIL - NEGOCIANDO COM TUBARÕES
Foi em junho de 2016, que a Sony Entertainment Television anunciou que iniciaria a produção da versão brasileira de um dos realities de maior sucesso em todo mundo, o Shark Tank. A premiada franquia Shark Tank é baseada no reality Dragons’ Den, criado pela Nippon TV no Japão e distribuída ao redor do mundo pela Sony Pictures Television. O programa oferece a empreendedores a oportunidade de lançar suas ideias de negócios para grandes investidores, conhecidos como “tubarões”, na esperança de conseguir fundos de investimento.

Faz sentido um canal de TV investir e lançar por aqui um programa que envolve o universo do empreendedorismo, ainda mais se levar em conta que o Brasil é um dos recordistas mundiais em números de empreendedores. Em um ranking que analisou 54 países, divulgados pela Global Entrepreneurship Monitor, em números absolutos, o País só perde para a China e Estados Unidos, com mais de 27 milhões de pessoas envolvidas ou em processo de criação de um negócio próprio. A grave crise financeira dos últimos três anos fez o número de novos empreendedores explodir no Brasil.

Produzido pela Floresta Produções em parceria com o Canal Sony, a primeira e segunda temporadas de Shark Tank Brasil – Negociando com Tubarões totalizaram 29 episódios e 133 pitches (discursos de venda) de empreendedores apresentados no programa. Desses, 44 negócios despertaram interesse dos Sharks, totalizando mais de 16.5 milhões de reais investidos. Passaram pelo programa os mais diversos tipos de negócios, provindos de mais de dez estados brasileiros, entre eles um projeto que pretende democratizar o acesso a próteses no Brasil, um empresário de apenas 15 anos que lidera seu próprio empreendimento, um adesivo desentupidor de vasos sanitários, um açougue vegano e vegetariano, um cão-guia robô, e outras inovações para todos os tipos de público e interesse.

MARCA DE ALPHAVILLE ATRAI TUBARÃO DOS NEGÓCIOS 

Beatriz, João Appolinário, Fábio e Thais, na sede da empresa em Alphaville

Empreendedores sempre devem estar preparados para as surpresas, sejam elas ruins, boas ou ótimas. Após ter feito a inscrição na sexta-feira à noite, na segunda-feira Thais recebeu uma ligação da produção de Shark Tank. Havia sido dado o primeiro passo que mudaria a história da Sagrado Boulangerie. Após passar por todas as etapas de pré-seleção do programa, chegou o momento mais tenso e aguardado pelo trio: apresentar o negócio para os cinco tubarões. A proposta era oferecer 30% da empresa em troca de um investimento de 2,750 milhões de reais. Os cinco sharks sabatinaram os sócios. João Appolinário, fundador da rede de varejo Polishop, a maior anunciante da TV brasileira, marca que possui 230 lojas próprias, com faturamento anual que ultrapassa 1 bilhão de reais, aceitou a proposta, com a condição de aumentar a produtividade dos food trucks e expandir o negócio com rentabilidade. Naquele momento, acontecia o maior investimento da história do programa no Brasil. “No caso da Sagrado, gosto muito da ideia e do modo diferente criado para atender o consumidor onde ele estiver, pois é uma nova forma de pensar o varejo, o que também tem relação com o pensamento da Polishop. Entendi também que os empreendedores, por trás, são pessoas que realmente estavam muito bem preparadas. Ou seja, se mostrou como um bom negócio que tinha valor não apenas pelo seu faturamento, mas um potencial futuro”, explica o tubarão, que esteve em Alphaville para conhecer o projeto no qual decidiu investir.

A reportagem de Viva S/A acompanhou de perto uma das gravações da terceira temporada de Shark Tank. A megaprodução, com 75 profissionais envolvidos, acontece em um estúdio na Vila Leopoldina, em São Paulo. Para não perder a espontaneidade, os cinco tubarões só conhecem o negócio durante a apresentação dos empreendedores, que leva em média de 45 minutos a 1h (a edição que vai ao ar normalmente tem cerca de dez minutos). Por ter assinado um termo de confidencialidade, a reportagem não pode adiantar absolutamente nada do que será apresentado na terceira temporada, prevista para estrear em agosto deste ano. Só é possível garantir que, logo na primeira gravação daquela manhã de sábado, a emoção tomou conta de toda a produção – até mesmo do repórter e da diretora de redação.

BATE-PAPO COM OS TUBARÕES
Conversamos com os cinco tubarões participantes da terceira temporada do programa, que falam sobre os mais diversos assuntos. Cristiana Arcangeli, empresária do segmento de moda, beleza e bem-estar; João Appolinário, fundador da Polishop; Robinson Shiba, criador e presidente da rede China In Box; Camila Farani, um dos maiores nomes em investimento-anjo do Brasil; e Caito Maia, proprietário da Chilli Beans. A seguir, os melhores momentos do bate-papo com o seleto grupo de investidores interessados em oferecer apoio financeiro a grandes ideias de negócios.

João Appolinário

fotos: Guilherme Arrais

Appolinário, fundador da Polishop, uma das empresas de varejo mais famosas do Brasil, iniciou sua carreira de sucesso ainda nas concessionárias de veículos da família. Aos poucos, tornou-se investidor em negócios de diferentes vertentes, até que fundou, em 1999, a Polishop. A empresa dispõe de uma grande rede de canais de comunicação que possibilita alcançar hoje mais de 180 milhões de brasileiros, oferecendo produtos inovadores e soluções em segmentos como beleza, casa, boa forma, entre outros.

O que o levou a tomar a decisão de fazer o maior investimento de todas as edições do programa na padaria gourmet Sagrado Boulangerie?
Avaliando algumas coisas, como o negócio em si e seu potencial, quão inovador isso é, e também as pessoas que o movem. Gosto muito da ideia e da forma diferente criada para atender o consumidor onde ele estiver, pois é uma nova forma de tratar o varejo, o que tem relação com o pensamento da Polishop. Entendi também que os empreendedores estavam muito bem preparados; uma equipe de três pessoas, que têm uma gestão muito interessante e capacidade para administrar e gerir seu próprio negócio. Um bom negócio, com valor pelo seu faturamento e um potencial futuro. Vi ali um potencial de expansão com um produto básico e muito consumido diariamente pelos brasileiros.

Qual o maior prejuízo que você já teve e como se recuperou?
Foi na minha primeira empresa, na qual admito ter trabalhado muito menos do que deveria. É muito difícil se recuperar. Não tem jeito, é preciso trabalhar. Todo negócio depende de muita dedicação e foco. Não adianta você achar que vai ter alguém que faça por você.

Você é um bom vendedor?
Não me acho um bom vendedor, mas tenho conhecimento profundo sobre os nossos produtos. Sei explicar e demonstrar muito bem, mas a decisão de compra é do cliente. Aquela figura do vendedor que literalmente forçava a venda já não cabe mais hoje. Focamos sempre nos benefícios dos nossos produtos. Ganhar dinheiro será consequência. Dinheiro tem muito no mundo. Muita gente quer investir, mas ainda faltam boas ideias e boas empresas para serem investidas.

Cristiana Arcangeli

fotos: Guilherme Arrais

Cristiana atua no ramo de cosméticos desde 1986 e é considerada uma das mulheres que mais influenciaram e contribuíram para o desenvolvimento do mercado de moda, beleza e bem-estar no País. Empresária serial, lançou em 2010 sua quinta empresa, a Beauty’in, criando uma nova categoria no segmento de alimentos funcionais: os aliméticos. Além de estar à frente dos seus negócios, escreveu três livros, apresenta dois boletins diários na Rádio Alpha FM, possui uma portal de conteúdo e assina uma coluna na Viva S/A.

Devido à crise financeira, nos últimos três anos explodiu o número de empreendedores no Brasil, em sua maioria por necessidade, segundo dados do Sebrae.Qual a sua dica de ouro para um negócio prosperar?
Para um negócio pequeno começar e prosperar, penso que faria algo bastante inovador. Para mim, então, o segredo é inovar. Eu acho que toda crise vem com um muitas oportunidades. Precisamos estar atentos para ver o que está acontecendo e quais são as oportunidades. Acredito que a grande dica seja: procure um negócio que as pessoas estão precisando, buscando. Tente resolver um problema que já existe ou que as pessoas nem sabem que existe ainda. O grande erro é tentar criar um negócio e depois procurar o cliente para o seu negócio. Crie negócios que o mercado precise, e não negócios de que você goste. Você está vendendo para os outros. Tem de buscar o que os outros estão procurando.

Recentemente você lançou uma “caixa de ferramentas” que promete ajudar os empreendedores a encontrar os melhores caminhos do sucesso nos negócios. Como funciona?
Essa é uma websérie que chama O Pulo da Gata e a ideia consiste em visitarmos uma empresa para ajudar o empreendedor a transformar o seu negócio. Entre 1.500, selecionamos a Byzetto, marca que comercializa acessórios femininos criados pela estilista Alessandra Byzetto. Fomos acompanhar o negócio de perto e começamos a sentir quais eram os problemas e desafios. Estamos ajudando a empresa a voltar ao que era, quando chegou a faturar quinhentos mil reais. Hoje fatura cem mil. O showroom não estava vendendo bem, não tinha custo de produção, preços de produtos, estoque, enfim. O caixa pessoal da Alessandra estava misturado com o caixa da empresa, um erro que muitos empreendedores cometem. Então ficamos pertinho dela, acompanhando essa transformação e gravando. E se tornou a webserie que vai mostrar essa metamorfose.

Camila Farani 

fotos: Guilherme Arrais

Camila é um dos principais nomes do investimento-anjo no Brasil. Presidente da Gávea Angels, um dos pioneiros grupos de investidores-anjo no País, além de investir em empresas de tecnologia, também acredita em setores tradicionais como alimentação e educação. Cofundou o Mulheres Investidoras Anjo, o MIA, e a Lab22, boutique de investimento em startups no Rio de Janeiro. É sócia do Deal Match, plataforma online e da ACE - Rio de Janeiro, aceleradora de startups. Fez cursos de especialização e empreendedorismo na Universidade de Stanford e Babson College. É professora convidada do MBA da Fundação Getúlio Vargas.

Na hora de investir em um negócio, quais são os aspectos fundamentais para você “comprar” a ideia de quem está em busca de um investidor-anjo?
Sempre penso em três pontos principais, nesta ordem: time, modelo de negócios e estratégia de crescimento. O time primeiro, pois este deve ser complementar. Se você tem um negócio que envolve tecnologia, deve ter um bom CTO (Chief Technology Offi cer). Se você tem um viés mais comercial, precisará de um bom financeiro. Além disso, existe um indicador que diz que três cofundadores complementares conseguem tracionar e crescer muito mais do que um time maior. Segundo, o modelo de negócios, que é basicamente como ele pega um problema, soluciona e ganha dinheiro com isso. Terceiro ponto, de que gosto bastante, é a estratégia de crescimento, ou seja, pensamentos como: eu vou crescer desta maneira, incluir esta funcionalidade e serviço; no segundo ano, estarei de determinado tamanho, no terceiro ano atingirei o número x de usuários. Estes são os três principais aspectos que uso para continuar investindo em startups.

O que acha das redes sociais?
Sob o ponto de vista de negócio, creio que seja cada vez mais importante termos uma curadoria do que é publicado. Se uma marca usa a rede social sem produzir e compartilhar conteúdo para o usuário ou cliente final, não tem nada.

Que livro recomenda aos empreendedores?
Recomendo um livro que se chama A Estratégia do Oceano Azul (Editora Harvard Business Review), que ensina como investir em mercados inexplorados, escrito por W. Chan Kim e Renée Mauborgne. A obra retrata o que grandes empresas fizeram para tornar a concorrência irrelevante.

Robinson Shiba

fotos: Guilherme Arrais

Shiba era apenas um estudante de odontologia, quando foi assaltado em uma viagem aos Estados Unidos e precisou trabalhar como lavador de pratos na cozinha de restaurantes da cidade para sobreviver. Aos poucos, começou a enxergar as inúmeras oportunidades oferecidas por esse mercado. Essa é a história por trás da criação da rede de fast food chinês China in Box, uma das maiores do Brasil. A primeira loja foi aberta em 1992, e faz parte do grupo Trendfoods, que tem ainda o controle dos restaurantes Gendai, Owan e Gokei, todos de culinária oriental. Ao todo, os negócios liderados por Robinson somam mais de 215 estabelecimentos espalhados pelo País

Qual seria o seu empreendedor dos sonhos?
Aquele que não visa única e exclusivamente ao capital. O empreendedor ideal é o que consegue crescer e fazer a sociedade prosperar com o menor impacto ambiental possível.

Você é prova viva de que fazer um negócio prosperar não é uma tarefa das mais fáceis. Por sua experiência, qual conselho daria ao empreendedor que deseja crescer o seu negócio sem colocá-lo em risco?
Se o empreendedor está pensando em expansão, isso significa que seu negócio já funciona e conta com uma gestão aprimorada. Ele deve saber a margem de rentabilidade, os custos e impostos envolvidos, portanto sua gestão já está aprimorada, de modo que ele é capaz de identificar todas as diferenças de indicadores. Estando pronto para essa expansão, ele deve saber que existem alguns modelos de crescimento,
a partir de lojas próprias, franquia, e agora também o modelo de crescimento a partir de e-commerce. Considerando estes três modelos, o próprio empreendedor decide qual é o mais adequado para o seu negócio. Para crescer com loja própria, é necessário um alto investimento, o que chamamos de Capex (em inglês, CAPital EXpenditure, ou despesas de capital, em português), e o empresário deve estar preparado para encarar essa expansão. Em modelo de franquia, não existe este alto investimento, mas estão envolvidos os sonhos de outros empreendedores; então o empresário deve estar ciente de que seu negócio vai mudar a partir do momento em que começar a franquear, pois agora este empreendedor será um grande gestor de pessoas. No e-commerce, o empreendedor deve estar preparado para investir intensivamente em tecnologia. Acredito que essas são as três principais diferenças, e sugiro que empreendedores conheçam muito bem esses três canais de expansão para tomar a decisão mais adequada, de acordo com o seu próprio negócio.

O modelo de negócios da China in Box está consolidado no Brasil. Pensa em internacionalizar a marca?
Sem dúvida existe espaço para atuar na Europa e Estados Unidos, o problema é o investimento que precisaríamos promover para explorar esses novos mercados, no qual somos desconhecidos. Internacionalizar a marca seria o mesmo que voltar no tempo, como se estivéssemos montando a primeira loja no Brasil.

Caito Maia

fotos: Guilherme Arrais

Caito, dono da Chilli Beans - maior marca de óculos e acessórios da América Latina, começou a se envolver com óculos no final dos anos noventa, quando foi aos Estados Unidos para estudar música. Para completar o orçamento, vendia os óculos que comprava na Califórnia para os amigos. Ao voltar para o Brasil, passou a comercializá-los no atacado para distribuição em estabelecimentos multimarcas. Ingressou no Mercado Mundo Mix e participou ao lado de personalidades como Alexandre Herchcovitch e Marcelo Sommer. Em 1998, lançou a primeira loja Chilli Beans, na Galeria Ouro Fino, em São Paulo. Em 2000, abriu o primeiro quiosque num shopping.

A Chilli Beans tem como sócio o fundo de investimento Gávea, que pagou estimados cem milhões de reais por menos de 30% da companhia - avaliada, assim, em cerca de 330 milhões de reais. Um sucesso contabilizado hoje em mais de 750 pontos de venda no Brasil e no exterior.

Quais são as características que você mais valoriza ao investir em um negócio?
O que mais valorizo no meu negócio é a verdade. Quando invisto em uma pessoa, penso na verdade, na essência, na relação do coração que o empreendedor tem com o negócio. Eu não sou uma pessoa que pergunta logo sobre números, pois acredito que nem sempre a conta fecha. Amor, paixão, brilho nos olhos, isso para mim é o que importa.

O que valoriza em um bom líder?
Se você não olha para o seu time e diz, de coração, o que está sentindo, o que deseja e aquilo em que acredita, você não vai conseguir ninguém que acredite na sua loucura. Por isso, valorizo a sinceridade.

Com centenas de pontos de venda da Chilli Beans espalhadas pelo Brasil e outros países, você costuma visitar as lojas?
Minha rotina é uma mistura de caótico com agendado. Sou muito metódico em algumas coisas. Por exemplo, toda segunda-feira tenho reunião com o meu conselho. Toda terça-feira eu recebo e analiso relatórios. Também viajo muito pelo mundo em busca de referências, para conhecer os hábitos de consumo das pessoas. Visito duzentas lojas da marca todos os anos.

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