ENTREVISTA
28/06/2018    Por Soraia Sene
Especial Educação
Precisamos ser empáticos! Essa habilidade socioemocinal é a principal competência do mundo moderno
foto: Divulgação

Em 1995, o psicólogo e pesquisador de Harvard Daniel Goleman revolucionou o mundo corporativo e acadêmico com seu livro Inteligência Emocional. Nele, preconizava os modernos preceitos de como aprender a lidar com as próprias emoções poderia determinar o sucesso nos negócios e na carreira, e não apenas quantos diplomas se colecionava. De lá para cá, as ciências comportamentais têm se interessado cada vez mais pelo estudo das qualidades humanas. Isso representa mudança de paradigma, uma vez que, ao longo da maior parte do século XX, o foco dos estudos centrava-se em comportamentos e em estados mentais patológicos. Hoje, a maioria dos problemas sociais mundiais, bem como as suas soluções, encontra-se no desenvolvimento das habilidades socioemocionais de cada um, tanto consigo mesmo como em sua relação com outras pessoas. Guerras, intolerância, preconceito, violência, entre outros problemas, poderiam ser evitados se estivéssemos mais ‘conectados’ emocionalmente com o outro.

Em tempos de internet e de relações interpessoais escassas, e de carência de programas socioemocionais na maioria das escolas, esse aprendizado acaba ficando a cargo da vida cotidiana, ou seja, dentro de casa, no seio das famílias. E é por isso que os pais precisam ficar atentos, o mais cedo possível, a essa prioridade na vida dos filhos. A empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, enxergar o mundo pelos seus olhos e compartilhar seus sentimentos, é a principal habilidade socioemocional e precisa, segundo os especialistas ouvidos por Viva S/A, ser desenvolvida de maneira prioritária para que tenhamos famílias, e consequentemente, sociedades mais saudáveis e felizes Tanto a disciplina positiva quanto a comunicação não violenta (CNV), práticas cada vez mais populares nas escolas, têm na empatia um de seus pilares, pois acreditam que o foco da solução da maioria dos problemas está em compreender o outro.

Desenvolver a empatia tornou-se tão urgente que o item já esta entre as dez competências gerais da nova Base Nacional Comum Curricular, que diz:
Autoconhecimento e autocuidado - conhecer-se, compreender-se na diversidade humana e apreciar-se para cuidar da sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e a dos outros com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
Empatia e cooperação - exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação para fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza.
Responsabilidade e cidadania - agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação para tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

A pedido da Viva S/A, especialistas em empatia, CNV e disciplina positiva dizem como essas práticas podem ajudar a resolver os principais conflitos dentro de casa no relacionamento entre pais e filhos, e até auxiliar no aproveitamento escolar. E o melhor é que dá para começar hoje mesmo. Confira.

As entrevistas com Tatiana FukamatiCarolina NalonCristine Calazans.

 

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