ENTREVISTA
27/11/2017    Por João Felipe Cândido
Horizonte promissor
Para João Carlos Gomes da Silva, 56, diretor executivo do Bradesco, no segundo semestre deste ano foi possível observar melhora significativa no setor da construção civil. A seguir, ele explica os motivos em entrevista exclusiva à Viva S/A
foto: Egberto Nogueira - Imã Foto Galeria

Finalmente a economia brasileira voltou a apresentar sinais de recuperação. Em números absolutos, a arrecadação com tributos ligados à atividade econômica saltou para 785,8 bilhões de reais até setembro deste ano, em comparação a 777,5 bilhões de reais no mesmo período do ano anterior. Esses dados são do Instituto Fiscal Independente (IFI), do Senado, divulgado no último dia 13 de novembro.

Em julho deste ano, após 33 meses consecutivos, as contratações com carteira assinada nas obras da construção civil superaram as demissões, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego. Hoje, entre empregos formais, informais e indiretos, a construção civil emprega cerca de 13 milhões de pessoas. Segundo o Secovi-SP, o sindicato da habitação, entre o primeiro semestre de 2016 e o primeiro semestre de 2017, houve um crescimento próximo de dez por cento em vendas e lançamentos imobiliários.

O diretor executivo do Bradesco João Carlos Gomes da Silva, 56, tem acompanhado de perto a retomada do setor. “A consulta de novos negócios aumentou devido à maior confiança das pessoas físicas e à combinação de taxas menores de financiamento imobiliário”, diz.

De que maneira o senhor avalia a concessão de crédito imobiliário no primeiro semestre deste ano e quais as perspectivas para o segundo semestre?
No primeiro semestre de 2017, observamos um crescimento quase nulo em relação ao ano anterior, ainda fruto de uma economia em recuperação e taxas de juros mais altas. Os empresários (construção de novos empreendimentos) também postergaram para o segundo semestre os lançamentos, concentrando esforços para liquidar/vender seus estoques. Já no segundo semestre, observamos melhora significativa. A consulta de novos negócios tem aumentado no Bradesco devido à maior confiança das pessoas físicas e à combinação de taxas menores de financiamento imobiliário.

A taxa de juros continua em queda no País. Isto significa que é hora de fazer um bom negócio?
Nossa leitura é que a Selic terá mais uma redução e, para 2018, deve permanecer neste patamar de baixa. Contudo, os bancos, em um movimento de antecipação do mercado, já baixaram os juros a patamares que proporcionam conforto e beneficiam o cliente final.

Hoje, qual o teto para financiamento imobiliário por intermédio do Bradesco?
Diferente de outras instituições, que ao longo dos últimos anos baixaram seus tetos máximos, o Bradesco, sempre confiando no Brasil e pensando em realizar os sonhos de nossos clientes, permaneceu com os limites máximos, ou seja, oitenta por cento do valor de avaliação do imóvel, prazo de até 360 meses e composição de renda familiar de até trinta por cento das parcelas.

Aponte os diferenciais da instituição perante os seus concorrentes na hora de o cliente buscar o crédito para adquirir um imóvel.
Hoje, nossos clientes podem simular e ter seu crédito aprovado em até uma hora. Chamamos de “crédito on line”. A consulta pode ser feita em nosso site, no Bradesco Celular ou em nossas empresas parceiras (Imobiliárias). Após a aprovação, uma equipe especializada entra em contato com o cliente para assessorá-lo até o final da contratação. No Bradesco, o cliente conta também com o maior portfólio de produtos para suprir todas as suas necessidades.

De que maneira o senhor avalia a taxa de inadimplência e a confiança do consumidor?
Como este financiamento se traduz na realização do sonho do imóvel próprio, observamos que o cliente prioriza o seu pagamento em relação a outros compromissos. Dessa forma, a inadimplência da carteira continua baixa e sem despertar maiores preocupações.

O mercado tem acompanhado expressivo aumento da portabilidade de crédito. De que forma o Bradesco tem reagido?
A portabilidade de crédito imobiliário possui regulamento próprio, ou seja, é necessário analisar os contratos ponto a ponto para saber se são elegíveis à portabilidade. Devido às condições oferecidas pelo Bradesco, não possuímos muitas solicitações desta linha.

Com qual cenário a instituição trabalha para o ano de 2018?
Com a economia mais estável e a recuperação dos índices de empregabilidade no País, trabalhamos com o foco na continuidade de taxas de juros em parâmetros baixos, projetando um crescimento de mercado de 8% a dez por cento em relação a este ano.

LINHA DE CRÉDITO: Sistema Financeiro da Habitação (SFH)
Fonte: Bradesco

80% Financiamento de até 80% do valor do imóvel, com parcelas a partir de R$ 200
30 anos Prazo máximo de até 30 anos para pagar
FGTS Permitido o uso do FGTS
30% Comprometimento de renda de até 30%
10,5% Taxa de juros a partir de 10,5% ao ano

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