ENTREVISTA
15/05/2017   
Como colaborar com a Igualdade de Gênero
Em uma entrevista exclusiva, a coordenadora da ONU Mulheres no Brasil, Adriana Carvalho, líder para os Princípios de Empoderamento das Mulheres, mostra o que está sendo feito.
foto: Divulgação

Igualar a participação de mulheres e homens é uma prioridade internacional, desde que a ONU Mulheres e o Pacto Global criaram o movimento em 2010. Como está o Brasil nessa trajetória?
Adriana: Já são 105 empresas e entidades no Brasil, em dois anos. Um Comitê Impulsionador do movimento, formado por representantes de todos os setores, atua para que as signatárias se comprometam a trilhar o caminho para a igualdade de gênero nas empresas e influenciar seus clientes e sua cadeia de valor. Esse movimento também tem como foco o engajamento das pessoas físicas e empresas de comunicação vêm apoiando esse engajamento, entre elas o canal GNT e a Heads Propaganda. Hoje temos quase 40 mil adesões no país.

Entre as que aderiram ao programa está o Walmart, aqui em Alphaville. A ABRH-SP assumiu o compromisso com o movimento HeForShe em 2015. Já vai realizar o segundo CONALIFE – Congresso Nacional de Liderança Feminina, em 31 de maio, evento específico sobre o tema. Dele participarão a Ministra Cármen Lucia, do STF, e o prefeito de São Paulo, João Doria, entre outros. Que atitudes as próprias mulheres podem, no dia a dia, aperfeiçoar para caminhar para a igualdade?
Adriana: As mulheres podem investir na sua capacitação, investir em redes de relacionamento, ser ambiciosas e ocupar os espaços que lhes são de direito. Homens e mulheres precisam desafiar os estereótipos e a cultura vigente. As empresas podem revisar suas politicas de modo que os cargos sejam ocupados por homens e mulheres de mesma capacidade e nível educacional igualitariamente em todos os níveis.

No caso de empresas que ainda não conseguiram avançar: o que falta?
Adriana: Avançar na agenda do empoderamento das mulheres requer apoio da alta liderança, perseverança, recursos humanos e financeiros, e um trabalho de longo prazo. Não basta um treinamento ou uma meta, são necessárias várias ações, diálogos e comunicação para alcançar essa transformação.

Como cada um pode colaborar direto com a ONU Mulheres? Precisa ser uma iniciativa da empresa ou qualquer colaborador pode aderir individualmente?
Adriana: As empresas podem assinar os WEPs ( Princípios de Empoderamento das Mulheres) e explorar formas de parceria para apoiar os projetos da organização, e homens e mulheres podem aderir ao movimento HeForShe pelo site www.onumulheres.org.br e ajudar a promover a mensagem da igualdade de gênero em todas as esferas.

Mais informações: www.conalife.org.br

Material produzido pela ABRH-SP
Metropolitana Oeste

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