Articulista
Roberto Shinyashiki
Carreira e Relacionamento
Roberto Shinyashiki
Psiquiatra, escritor e conferencista
28/08/2017
Quem sabe aproveitar a crise evolui
Uma situação ruim na vida de uma organização pode ser um grito de alerta
foto: Divulgação

Estamos em crise! Isso é o que mais se ouve nos dias de hoje, principalmente, como justificativa de as pessoas e as empresas não se mexerem. É preciso lembrar, contudo, que nem todo estado de emergência ou turbulência na organização é uma crise e que nenhuma situação adversa vinda de fora para dentro das companhias é motivo para desestruturação. Os casos precisam ser tratados e capitalizados, de modo a fortalecer as empresas e seus profissionais.

A palavra crise, então, em vez de ser compreendida como um alerta, para que se avalie com mais cuidado cada novo passo, é vista como um sinal vermelho que paralisa a maioria das organizações. É considerada um evento que provoca riscos e pode até ameaçar a sua sobrevivência. As incertezas passam a permear os processos decisórios e as ações provocando, muitas vezes, o congelamento dos trabalhos dos executivos.

Porém, quem tiver sabedoria de aproveitar os raios e tempestades para crescer, as crises serão somente uma boa lembrança de uma época de aprendizado e transformações.

Quando se estuda a gestão destes momentos, observa-se que todos os caminhos possíveis valorizam as ações de prevenção. Este trabalho se caracteriza por um conjunto de medidas realizadas pelos gestores com o objetivo de evitar, prevenir e solucionar as situações de risco de degeneração enfrentadas pelas empresas, de modo a recuperar suas condições normais de funcionamento, rentabilidade e competitividade. Além disso, esta preparação para crises específicas pode melhorar o desempenho de todos nas situações de mudança em geral. 

O panorama atual, que submete as empresas a turbulências frequentes, cria a necessidade de sua administração contar com um quadro de gestores preparados para enfrentar e solucionar esses problemas. Por isso, tais funcionários têm sido crescentemente pressionados a desenvolver novas habilidades, em especial comportamentos e atitudes que os capacitem a identificar problemas e a lidar com eles, por meio de respostas rápidas e eficientes que minimizem desdobramentos negativos e gerem condições de superar as perdas e estabilizar a dinâmica organizacional.

É importante que a empresa, em vez de se preocupar com os culpados e os erros cometidos, procure as causas e as soluções para superar a situação.

A companhia precisa assumir uma posição de “vamos repensar o nosso negócio”, para poder conquistar uma nova postura administrativa.

Outra maneira de entender o papel positivo da questão é compreendê-la como um processo em que a empresa precisa passar por uma metafórica “descida aos infernos” para poder se reinventar. Uma crise na vida de uma organização pode ser um grito de alerta que mostre claramente a necessidade das transformações. Para as empresas que aproveitarem esse aviso, a crise será um momento marcante de evolução. Uma transição poderosa entre a acomodação e a renovação.

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