Articulista
Luiz Marins
Empreendedorismo
Luiz Marins
Antropólogo, consultor de empresas, escritor e apresentador de TV
28/05/2018
Oito horas que fazem a diferença
foto: Divulgação

O dia tem 24 horas para todas as pessoas. Não há ninguém que tenha um minuto a mais. E essas 24 horas, teoricamente, estão divididas em três blocos de oito horas. No primeiro bloco, dormimos. No segundo bloco, trabalhamos. E no terceiro bloco de oito horas? O que fazemos? Aí está a chave do sucesso.

O que fizermos dessas oito horas restantes é que determinará o nosso sucesso ou fracasso. É nesse período que percorreremos o “quilômetro extra” que iremos fazer a diferença. Veja bem: ser o melhor, o mais dedicado, o mais competente durante as oito horas de trabalho não é mais do que nossa obrigação. Se não formos os melhores nas oito horas de trabalho, o fracasso é certo, as promoções não acontecerão e poderá até vir o desemprego. A verdade é que, para se ter sucesso na vida, e mesmo no trabalho, não basta ser excelente nas oito horas de trabalho. É o que fizermos das oito horas restantes do sono e do trabalho que se destacará.

E, geralmente, utilizamos mal essas valiosas oito horas. Não planejamos o que fazer com elas. Perdemos tempo – como se diz. E esse tempo jamais voltará. Vencerá, portanto, quem utilizar mais sabiamente essas oito horas restantes. Seja em atividades desportivas, de lazer ou usando-as para o aperfeiçoamento intelectual, fazendo cursos, participando de concertos, indo ao cinema, ao teatro, assistindo a programas educativos e culturais na televisão, essas oito horas devem ser motivo de análise e planejamento para todos nós. Elas farão a diferença, acredite! Fico impressionado ao ver que muitas pessoas não têm consciência da importância desse um terço da vida à nossa disposição. Devido a compromissos sociais e outras obrigações, nem sempre somos donos de nossas oito horas restantes. Mas também é verdade que temos ainda muito poder sobre elas.

Como usamos esse poder? No que estamos empregando esse valioso tempo? Estamos criando em nós a diferença necessária para que possamos vencer neste mundo competitivo onde só os melhores sobreviverão com dignidade? Fazemos algum planejamento para a ocupação inteligente desse tempo livre menos comprometido? Investimos em nosso desenvolvimento pessoal e profissional?

Educar nossos jovens e filhos a utilizar bem essas oito horas é tarefa das mais sérias e urgentes. Vejo jovens vivendo num ócio destrutivo e, muitas vezes, com problemas de depressão por pura falta de atividade. Pais que não educam seus filhos a utilizar bem as oito horas além do sono e do trabalho serão, mais tarde acusados pelos próprios filhos de não os terem orientado adequadamente, por não terem feito com que eles estudassem um idioma estrangeiro ou música, ou exigido leituras de qualidade, ou mesmo aprendido novas tecnologias, no seu tempo de adolescência e juventude.

O mundo competitivo em que vivemos não perdoará e cobrará muito caro dos que não se distinguirem utilizando bem as oito horas que fazem a diferença. Pense nisso. Sucesso!

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