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Luiz Marins
Empreendedorismo
Luiz Marins
Antropólogo, consultor de empresas, escritor e apresentador de TV
27/04/2018
O mundo está melhor ou pior?

Acabo de ler um livro muito interessante, publicado agora em 2018, de autoria de Steven Pinker, um psicólogo canadense, atualmente professor da Universidade de Harvard. O título é Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism and Progress, editora Viking, (não traduzido para o português até março), que, em tradução livre, pode ser Iluminismo Agora: o Tempo da razão, da Ciência, do Humanismo e do Progresso. A obra vem recebendo críticas positivas das maiores revistas e jornais do mundo inteiro. Bill Gates (Microsoft) disse ser seu livro favorito.

Em síntese, o que o professor Pinker afirma é que os pessimistas estão errados e o que o mundo está cada dia melhor e não pior. Para provar sua tese, utiliza uma enorme quantidade de dados sobre saúde, sustentabilidade, riqueza, desigualdade, meio-ambiente, paz, segurança, terrorismo, democracia, direitos humanos, conhecimento, qualidade de vida, felicidade, etc. e, em todos os campos, ele demonstra com números, dados e fontes confiáveis que o mundo hoje é muito melhor do que há anos.

“Qualquer pessoa que leia um jornal hoje chegará à conclusão de que vivemos num mundo cheio de horrores. A Síria ainda está em guerra. Mais um lunático teve um acesso de fúria em uma escola americana matando crianças. O tom do debate político nunca foi tão grosseiro e venenoso quanto hoje”, comenta Pinker .

Porém, diz ele, se usarmos a razão e não a emoção, veremos que o número de pessoas em extrema pobreza no mundo cai 137 mil por dia; que a distribuição da riqueza é a mais uniforme dos últimos duzentos anos e o mundo se tornou cem vezes mais rico; que o número de pessoas mortas em guerra hoje é menos de um quarto do que na década de 1980; que durante o século XX, os americanos se tornaram 96% menos propensos a morrer de acidente automobilístico, 92% menos propensos a morrer num incêndio e têm 95% menos chance de morrer num acidente de trabalho.

Em todo o mundo, aponta ele, o índice de QI (quociente de inteligência) aumentou trinta pontos em cem anos, o que significa que a média de hoje é melhor que 98% das pessoas há um século, isso devido à melhor nutrição e estimulação. Há dois séculos, apenas 1% das pessoas vivia em democracias, e até mesmo às mulheres e homens da classe trabalhadora era negado o direito de votar. Agora, dois terços das pessoas vivem em democracias, e até estados autoritários, como a China, são mais livres do que eram no passado.

Em seu capítulo chamado Progressofobia, ele afirma que intelectuais que se dizem “progressistas”, na verdade odeiam o progresso. Jornalistas classificam de “ingênuo”, Alice no País das Maravilhas, e outros termos mais agressivos, qualquer pessoa que ouse mostrar dados racionais provando que o mundo não está desmoronando como eles querem e que, salvo uma tempestade catastrófica de asteroides ou uma guerra nuclear, é provável que o mundo continue a melhorar. Acredite!

Pense nisso. Sucesso!

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