Articulista
Luiz Marins
Empreendedorismo
Luiz Marins
Antropólogo, consultor de empresas, escritor e apresentador de TV
26/01/2018
A festa acabou! E agora?
Volte a trabalhar feliz e agradecido. Ponha em prática as ideias novas que teve. Crie, inove!

Pois é as festas acabaram... Já se foram o Natal e as comemorações da passagem de ano, e o Carnaval, que está logo aí, passa num piscar de olhos. Seja bem-vindo, então, a 2018! E agora? Só restou a dura realidade! Sobrou a realidade de que temos de voltar a trabalhar, a construir o hoje para que o amanhã possa existir. Sobraram também, claro, as contas para pagar!

A grande verdade é que não adianta chorar, nem reclamar, nem fingir que a festa ainda não acabou. Não adianta continuar brincando de Papai Noel ou de Colombina, e também não funciona já ficar na expectativa para que cheguem logo os feriados de 2018.

Temos de trabalhar! Afinal, passamos uma vida dedicada ao nosso ofício. A conta é simples, são oito horas por dia para a maioria dos trabalhadores – das oito às 18 horas, durante pelo menos 35 anos de nossa existência (no mínimo!). Assim, seria uma insanidade transformar essa quantidade de tempo (oito horas por dia durante 35 anos) nas piores horas e anos de nossas vidas.

Os estudos modernos mostram que nós é que construímos, em nosso cérebro, os sentimentos de felicidade ou infelicidade.

Pode reparar que, quando são apresentadas duas situações reais idênticas a duas ou mais pessoas diferentes, cada uma delas terá uma impressão e enxergará lados totalmente opostos: uma com um olhar negativo e outra, positivo. Tente sempre ver o lado positivo.

Em vez de reclamar, procure manter-se feliz e otimista pensando que, se precisamos voltar a trabalhar, é porque temos um emprego, um trabalho. Logo, se temos um trabalho, é porque somos necessários, úteis para alguém ou para alguma coisa. Se fôssemos inúteis ou desnecessários, com certeza, não estaríamos no emprego atual, não teríamos trabalho, talvez nem mesmo estivéssemos vivos ou com saúde para reclamar da nossa situação.

Pense em quantas pessoas desempregadas existem e que dariam tudo para voltar a trabalhar e fazer exatamente o que estamos, neste exato momento, reclamando de ter de fazer.

Festejar é muito bom e muito importante para o ser humano.As festas são instituições milenares da nossa sociedade. Elas foram criadas para trazer momentos de confraternização, para propiciar uma pausa no dia a dia e até para celebrar tudo o que temos: família, amigos, trabalho, natureza, a colheita e os bens que conquistamos com nosso trabalho.

As festas servem para nos energizar para o dia a dia pós-festa. Mas, lembre-se que só podemos celebrar porque trabalhamos, produzimos, temos saúde. A festa é sempre uma gratidão por estarmos vivos, podendo comemorar.

Assim, volte a trabalhar com todo seu empenho e energia. Retorne feliz e agradecido pela sua profissão. Ponha em prática as ideias novas que teve. Crie, inove! Não deixe que a rotina tome conta de você; trabalhe muito para ter dinheiro e saúde e poder comemorar todas as festas de sua vida. A maior tristeza para um ser humano é a falta de trabalho, o desemprego, a ociosidade. Pessoas nessas condições têm dificuldade em festejar. Mas conheço muitas que conseguem celebrar o fato de estarem vivas, por terem saúde e uma família que as ampara.

Neste mês, tome um dia inteiro e não faça outra coisa senão agradecer. Agradeça sua mulher, seu marido, seus filhos, seus pais, seus netos, seus amigos, seus colaboradores, seus colegas, seus fornecedores, seus clientes. Não se esqueça de Deus, é claro. Faça um dia da gratidão e você verá que efeito espetacular ele terá em sua vida. Se tiver coragem, agradeça até inimigos, adversários, competidores, pessoas que não conseguiram esconder a inveja do seu sucesso e falaram mal de você.

Faça planos, estabeleça novas metas e, assim, tenha muitas conquistas e mais motivos para comemorar, festejar e agradecer em 2018.

Pense nisso. Sucesso!

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