Articulista
Luiz Marins
Empreendedorismo
Luiz Marins
Antropólogo, consultor de empresas, escritor e apresentador de TV
27/06/2017
Motivação e Sucesso: Atitude Mental
O autodesafio pode ser o caminho do sucesso pessoal e profissional
foto: Divulgação

Um dos mais interessantes livros recentemente publicados é o da psicóloga Carol S. Dweck, Mindset - A nova psicologia do sucesso, da Editora Objetiva, 2017. A autora é professora de psicologia em Stanford, uma das principais universidades americanas, especialmente conhecida por suas pesquisas na área de motivação, personalidade e desenvolvimento. Ela relata, com base em longos anos de investigação, o enorme poder e a influência do “mindset” (a atitude mental com que enfrentamos a vida) para o nosso sucesso pessoal e profissional.

Dweck argumenta que existem dois tipos de atitudes mentais - uma “fixa” e outra “progressiva”. E apenas uma leva ao sucesso: a progressiva. Os que têm a atitude fixa acreditam que o talento e a capacidade de uma pessoa são imutáveis e, portanto, não se alteram ao longo da vida. “Eu sou assim” ou “não tenho talento para música ou desenho” são frases típicas de uma pessoa com uma atitude mental fixa. Este é o caminho para a estagnação e para a desmotivação.

Por outro lado, afirma ela, há pessoas que têm uma atitude mental progressiva, que acreditam que o talento pode ser desenvolvido com dedicação, esforço, tempo, domínio da vontade e persistência. Essas estão sempre aprendendo, em busca de novos conhecimentos e desafios. Elas “se empurram para frente” e se autodesafiam. Esse é o caminho do sucesso.

O importante é que o livro ensina como detectar qual o tipo de atitude mental que possuímos e mostra, de forma muito prática e simples, como é possível desenvolver uma atitude mental progressiva em qualquer fase ou idade na vida, fazendo crescer em nós a autoestima, a motivação, a capacidade de concentração, gerando resiliência e paixão por desafios e por aprender coisas novas - a base das grandes realizações humanas.

Em quase todas as reuniões de empresa de que participo, os dirigentes dizem que seus funcionários precisam de motivação. Muitos me pedem programas de motivação para seu pessoal. Afinal, o que é motivação? Como conseguir empregados motivados? Serão salários altos, programas de incentivo? O que fazer? A primeira coisa que precisamos deixar bem claro é que ninguém “motiva” ninguém. É a própria pessoa que se automotiva. Motivar é ter “motivos”. Ter motivos para trabalhar, dedicar-se, comprometer-se, querer vencer, querer aprender.

O que a empresa deve e pode fazer é criar as contingências necessárias à motivação. Isto quer dizer criar um “clima” em que as pessoas se sintam motivadas a empreender e fazer o que seja necessário. Nas pesquisas que vimos realizando com várias empresas, temos visto que o salário com um bom pacote de remuneração é importante - sem isso, como fator básico, é muito difícil conseguir empregados motivados. Mas o salário, benefícios pecuniários e que tais não são suficientes. Conheço pessoas que ganham muito e não são totalmente comprometidas com o sucesso
da companhia, de seus clientes, de suas marcas.

Temos visto que os principais fatores de motivação hoje são autonomia e iniciativa. A empresa deve ser capaz de oferecer a seus funcionários a autonomia necessária para que possam exercer sua criatividade e tomar decisões e até errar. Sem autonomia, as pessoas se sentem numa rotina massacrante que embota a criatividade e faz com que elas não se comprometam com o que executam. Dê o nome que quiser: empowerment ou delegação, mas promova a autonomia em sua empresa. Deixe as pessoas tentarem, experimentarem, fazerem.

Já a iniciativa é uma decorrência direta da autonomia. Há que se valorizar funcionários que tenham iniciativa. Um grande empresário me disse: “Prefiro empregados que tenho de ‘segurar’ do que os de tenho que empurrar.” Numa empresa em que a iniciativa é punida ou desencorajada não pode haver motivação.
Pense nisso. Sucesso!

Outras Matérias
Outros Articulistas
Dezembro 2018
Transforme 2019 no melhor ano de sua história