Articulista
Bel Pesce
Caderninho da Bel
Bel Pesce

Empreendedora e Fundadora da FazInova

26/02/2018
As cinco hierarquias
Não hierarquize pessoas, trate todos igualmente bem

O que você pensa quando escuta a palavra hierarquia? Muitas pessoas imediatamente a remetem à estrutura de alguma empresa, com um nível hierárquico entre presidente, diretores, gestores e colaboradores. Mas o conceito de hierarquia está presente no nosso dia a dia muito além do ambiente corporativo. Existem hierarquias que criamos, mas são prejudiciais e podem acabar matando nossos projetos e oportunidades. Compartilharei neste e no próximo artigo cinco delas:

1) Hierarquia de tempo e lugar:
há duas maneiras de lidar com tempo e lugar. Não tem certo ou errado, mas, da maneira que eu vivo, não existe tempo morto ou lugar improdutivo. A maioria das pessoas já considera situações como filas, trânsito, voos ou salas de espera um tempo morto. Eu encaro isso de modo contrário: são momentos produtivos em que posso me concentrar; por exemplo, escrevi os meus quatro livros apenas em situações como essas. Outra circunstância em que podemos desligar é quando não estamos envolvidos diretamente em um processo. Vai a uma reunião, mas seu colega irá apresentá-la? Pode ser o momento dele, mas não deixe de aprender.

2) Hierarquia de pessoas:
se tem uma estratégia que considero ineficiente é tratar uma pessoa diferentemente da outra, algo que vejo com muita frequência. Não hierarquize as pessoas e trate todas igualmente bem, você poderá se surpreender com os resultados. Em um evento de gala para o qual fui convidada, tive a oportunidade de conversar com os fotógrafos, e aprendi muito com as ideias deles de inovação nesse ramo. Dessa conversa saiu uma parceria para diversos dos meus projetos envolvendo fotos e vídeos. As oportunidades podem surgir de pessoas ou de lugares os quais você menos imagina.

3) Hierarquia de conhecimento:
dentro dessa hierarquia existem alguns extremos destruidores. O primeiro deles é achar que já sabe tudo, considerar-se um expert e ficar fechado para o novo. Sempre é possível expandir seus horizontes e aprender coisas novas, afinal o aprendizado é contínuo e nunca está completo. O segundo é achar que nunca irá aprender. Algumas pessoas, diante de um assunto, decidem nem tentar aprendê-lo porque acreditam ser muito complicado. Isso acontece com frequência com idiomas ou finanças, por exemplo. O terceiro é considerar um assunto inútil e nem prestar atenção em tudo o que é falado. Em uma palestra na qual eu estava presente, o assunto foi morcegos.

De imediato o que podemos pensar é: o que eu, que não sou bióloga, posso aprender sobre morcegos? Fiquei surpresa com os paralelos que pude traçar com meu dia a dia. O quarto é considerar que um conhecimento tem mais valor do que o outro. Sou formada em engenharia elétrica, e, quando me tornei escritora, ainda considerava a engenharia algo mais importante. O impacto causado por meio do meu conteúdo quebrou esse paradigma e percebi que cada conhecimento tem o seu próprio valor.

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