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Amaury Jr
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Amaury Jr

Jornalista e apresentador de televisão.

27/03/2018
Luiza Brunet anseia pela vinda dos netos
foto: http://entretenimento.band.uol.com.br/amauryjr/

Para mim é sempre um prazer entrevistar a modelo Luiza Brunet. Nossa primeira entrevista foi em 1980. Ela está solteira e com 55 anos de idade. No bate-papo, relembrou a agressão física que sofreu do empresário Lírio Parisotto e contou que, desde então, tem dado palestras e tentado conscientizar outras mulheres sobre o assunto. A mãe de Yasmin Brunet e Antônio Fernandez também revelou que sente muita vontade de ter netos.

Você está namorando alguém?
Não. Nem escondido. Não faço nada escondido na vida, muito menos namorar (risos).

Não quero tocar no assunto do Lírio Parisotto, porque sou amigo de ambos; até porque, esse assunto foi superado, né?
Completamente. Esse assunto, para mim, está definitivamente encerrado. Mas, despertou-me a vontade de ajudar as mulheres que já sofreram algum tipo de agressão, seja física ou verbal.

Conte-me acerca das palestras sobre violência contra a mulher que você ministra.
Eu tenho parceria comercial com a Avon há mais de vinte anos, e há oito fui convidada, pela presidente da empresa, para ser embaixadora do Instituto Avon. Passei a falar sobre o enfrentamento da violência contra a mulher dando voz à importância da divulgação, e a respeito do câncer de mama. Depois do episódio que aconteceu comigo e senti na pele, pois foi estarrecedor, passei a ser vítima, e isso fez com que eu me engajasse ainda mais no assunto. Quero encorajar as mulheres a saírem do relacionamento abusivo. Além disto, escrevi um livro biográfico em 2013, e uma produtora está começando a produzir o filme sobre a minha vida.

Do que não gosta fisicamente em você?
Sinto-me privilegiada como brasileira. Estou bem feliz com meu corpo aos cinquenta anos. Eu me cuido desde sempre. Comecei a ser modelo ainda muito jovem, aos 16 anos, e fui aprendendo a ter disciplina desde então, com alimentação e exercício físico. Quero ser uma velhinha inteirinha.
Você já passou por muitas dificuldades antes da fama? Sim, muitas! Tive vários empregos antes de ganhar fama como modelo. Já fui babá, empregada doméstica, passava roupas, fui empacotadora e vendedora de loja... Fiz de tudo um pouco, não foi muito fácil, não, mas tenho histórias boas para contar.

Como aquela história de que queimou uma camisa do patrão?
Eu tinha uns 13 ou 14 anos nessa casa. Estava passando a camisa social e assistindo a desenho animado e aí pousei o ferro na camisa, me distraí e queimei. Ficou a marca do ferro. Com medo, enrolei e escondi. Encontrei esse patrão vinte anos depois, quando eu já era famosa, e rimos, lembrando dessa história.

Você deve ter ficado muito triste com a morte do Humberto Saade (fundador da marca Dijon)?
O Humberto foi uma pessoa muito importante na minha vida, alavancou a minha carreira. Eu comecei como modelo aos 16 anos e aos 19 ele me convidou para fazer um teste, e me tornei modelo exclusiva da Dijon. Foi ele quem me projetou no Brasil.

E o carnaval, por que não desfila mais? Teve a fase, né?
Fui rainha de bateria por 28 anos. Agora eu gosto apenas de assistir ao desfile. Estou envolvida com coisas maiores do que exibir o corpo na avenida, como as causas femininas, com a minha família, com a Yasmin, que eu espero que daqui a pouco me dê um neto. Ela vive com o Evandro há 12 anos e não está grávida, e ainda não pensa em ter filhos, mas eu tenho esse desejo de ser avó. Só não quero ser chamada de vovó, porque acho que isso dá um peso pra mulher...(risos).

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