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Amaury Jr
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Amaury Jr

Jornalista e apresentador de televisão.

28/08/2017
Kaká quer ano sabático, pós-futebol
De férias em Orlando, visitei o centro de treinamento do Orlando City para um encontro com o jogador Kaká, que falou sobre carreira, filhos e nova fase. 

Separado há dois anos de Carol Celico, com quem tem dois filhos, Luca, nove, e Isabela, cinco, está superfeliz com a atual namorada, a modelo Carol Dias.  

Como você planeja seu futuro fora do campo?
Eu estou com 35 anos, que já é uma idade avançada para um jogador, mas muito novo de vida. Então, quando parar de jogar quero ter um ano sabático. Eu comecei a jogar com oito anos, sério com 12. É muito tempo jogando e acho que mereço um tempinho descansando, mas eu quero continuar no futebol.

Pensa em ser técnico?
Hoje ser técnico não passa pela minha mente, mas não descarto a possibilidade. Vou estudar, viajar e me preparar para voltar ao futebol.
E esse seu interesse em querer saber mais do clube, do futebol.

O que há por trás disso?
É para realmente abrir a minha visão com relação ao futebol, porque eu passei toda a minha carreira jogando, e muita coisa do que acontece fora não tenho ideia, nem noção. Eu fiz um curso online pela Universidade do Futebol de São Paulo que me fez entender como um jogador é importante para a área de marketing e financeira do clube, como tudo isso tem de estar integrado. Esse é o meu interesse: conhecer mais para escolher aquilo a que quero dar continuidade.

Em sua opinião, qual o jogador mais influente do mundo?
Acho que futebol é muito de momento. Então, a influência vem pelo período que está passando. Acredito que hoje esse destaque é o Cristiano Ronaldo.

Que tipo de influência você sofreu para se tornar jogador?
Quem o inspirava na época? Comecei com oito anos na escola, estudava no Colégio Batista Brasileiro, e o professor de educação física chamou minha mãe e disse que eu era diferente dos outros alunos, e a aconselhou a me colocar no futebol. Fui jogar no Alphaville Tênis Clube de Barueri por um ano e depois no São Paulo FC. Na adolescência, minha maior influência era o Raí. Hoje somos amigos e, sempre que nos encontramos, eu o agradeço.

O Luca vai jogar futebol também?
Hoje ele está na fase do basquete e conhece todos os jogadores da NBA, mas gosta também de futebol. Meu filho está muito novo, com nove anos.

Você está separado há quanto tempo? E o novo relacionamento? Vocês vão para o altar?
Faz dois anos que me separei. A Carol Dias e eu estamos muito bem e felizes. Ela tem me ajudado a recomeçar. A notícia de que estaríamos noivos não
é verdadeira. Mas, sim, é sério. Não tem nada marcado ainda, mas acredito que tudo tem seu tempo, sua hora.

A seu ver, qual seu gol mais bonito?
Foi um que eu marquei contra o Manchester United, em um jogo da Champions League em 2017. O Dida fez um lançamento e a bola veio pela lateral. Eu dei um chapéu num volante deles, vieram dois zagueiros para dividir a bola, os dois trombaram, eu saí na frente do goleiro e fiz o gol.

De que cidade no mundo você mais gosta?
Fernando de Noronha, que é maravilhosa. O convívio com a natureza e a simplicidade é incrível.
Qual a trilha musical da sua vida? Deixa a vida me levar, do Zeca Pagodinho, que usamos na Copa do Mundo de 2002. Ter a oportunidade de ser campeão do mundo, de disputar um torneio mundial como aquele, foi muito especial. A música é inesquecível.

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