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Amaury Jr
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Amaury Jr

Jornalista e apresentador de televisão.

27/06/2017
Adriane Galisteu mira a TV aberta
Hoje não compro briga que não é para mim
foto: Carol Mendonça

A atriz e apresentadora Adriane Galisteu encerrou recentemente uma temporada no teatro como a Malévola no musical infantil A Bela Adormecida. No ar na TV fechada e também no rádio, a loira revela que seu foco é voltar para a TV aberta. Você faz teatro porque gosta, mas esse não é o seu principal objetivo, certo? O teatro é o maior desafio de tudo o que eu faço. É o que exige mais de mim, é o que exige a minha agenda, exige minha alma. Para ensaiar uma peça você precisa ter dois meses disponíveis de cabeça, corpo e alma. Não dá para fazer um ensaio e outra coisa ao mesmo tempo. Ele requer, pelo menos de mim, total concentração e disponibilidade.

É a sua inquietação que não a deixa viver exclusivamente do teatro?
Sim, a minha inquietação não deixa mesmo. Mas o palco é um exercício que me faz melhor. Cada peça que faço, no próximo desafio me saio melhor, sou capaz de fazer melhor meu programa no YouTube, de apresentar um evento melhor. O teatro dá uma bagagem enorme. Por exemplo, acabei de estrear na rádio também, que é uma coisa que já fiz há muitos anos, na Jovem Pan. Agora, na Rádio Globo, é algo novo na minha vida. O programa será às quartas-feiras, das 11h às 14h, ao vivo. Mas meu desafio é voltar para a TV aberta.

Mas você está no ar na TV fechada, não é?
Estou na Band News, no Face a Face, que vai ao ar toda as terça-feiras, às 22h. É um programa diferente, um pouquinho mais sério. Sigo o estilo do João Dória, porque o programa era dele, e, quando ele ganhou a prefeitura de São Paulo, me deu esse presentaço e desde aí sigo muito feliz.

Você já passou por todas as emissoras. Você não é um pouco difícil, não?
Não sei se sou difícil. Realmente mudei muito. Até falei isso para o Silvio Santos. Ele me aperfeiçoou como profissional. Sempre lutei pelo melhor para o programa, não para mim. Quando pedia uma forma diferente, um filtro, qualquer coisa, eu lutava pela minha equipe. Sempre fui assim. Só que chegou uma hora, e o Silvio me ensinou, que não estava ali para essa briga, de conteúdo, de programa. Ele dizia: ‘você é paga para apresentar o programa. Deixe a equipe trabalhar’. Eu não entendia essa separação. Achava que tudo tinha de caminhar junto. E ele me ensinou a não me envolver. Talvez hoje eu tivesse uma metodologia diferente, bem menos preocupada com assuntos que não são da minha alçada. Estou com 44 anos e entendo as coisas de modo diferente. Não compro nenhuma briga, principalmente se ela não é para mim.

Recentemente você fez uma homenagem ao Ayrton Senna pelos 23 anos da sua morte.
Eu tinha 19 anos quando tudo aconteceu. Estou sempre de olho em como a história dele é contada. Há
todo um público novo. Meu filho, que tem seis anos, já sabe quem é o Ayrton. Outro dia estava andando num shopping e vimos uma joalheria com uma foto dele enorme. Ele parou e disse: ‘mãe, esse moço aqui que é o Ayrton Senna da Silva, tricampeão mundial e que foi seu namorado?’ Nunca lhe contei nada. Ele escutou alguém falar. Mas eu ainda vou contar a história, porque o Ayrton é um homem que não deve ser esquecido jamais. Todo mundo tem de saber quem ele foi e a história que fez. Temos de mantê-lo eterno, assim como a Hebe Camargo.

Você trabalhou com o Vittorio no musical?
Quando tive o Vittorio, passei a conviver mais com o Billy Bond, que foi quem me colocou na televisão, porque ele faz esses espetáculos infantis há muito tempo. Ele me liga e fala: você não quer fazer A Bela Adormecida? Explicou como era o espetáculo e disse: só que o convite se estende ao Vittorio.

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