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Amaury Jr
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Amaury Jr

Jornalista e apresentador de televisão.

26/05/2017
Celso Portiolli relembra o início da carreira
Apontado como sucessor de Silvio Santos, o apresentador criou canal no YouTube que já tem mais de dois milhões e oitocentos mil inscritos
foto: Divulgação

Celso Portiolli está há 22 anos no SBT e, ao lado de Eliana e do próprio Silvio Santos, comanda os domingos na emissora sediada em Osasco. Celso, 49, relembra nesta entrevista a carreira, que começou meio por acaso; conta as novas investidas nas mídias sociais e relata sua enorme gratidão ao "homem do Baú", seu mestre em tudo o que sabe de televisão.

Conte um pouco da sua história.
Até os seis anos de idade morei em Maringá. Meu pai trabalhava com gado e madeira, tentava tocar uma fazenda, e daí acabou quebrando. Resolveu, então, ir sozinho para Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, e, depois de alguns anos, levou a família toda. Aos sete anos de idade fui morar na divisa com o Paraguai. Quando cheguei lá não havia nenhuma televisão. Na escola, comecei a ficar muito peralta e fui expulso. Daí me enviaram para estudar em Curitiba. Como tinha dificuldade para decorar as matérias, comecei a gravá-las num gravadorzinho para depois ouvir, tentando memorizar. Tinha grande facilidade para fazer imitações - imitava todos os personagens do Chico Anysio - e comecei a gravá-las também. Depois, passei a imitar os locutores das rádios de Curitiba. Aí me encantei e decidi: vou ser locutor de rádio.

Mas você entrou no SBT porque enviava sugestões de quadros para o Silvio Santos, e então se tornou redator?
Sim. Eu já estava em São Paulo, com 21 anos, trabalhando na Rede Bandeirantes de Rádio, e decidi abandonar tudo para ir trabalhar com meu pai, porque ele precisava de ajuda. Fui para Ponta Porã, fiquei um tempo, ele faleceu e então eu resolvi correr atrás do meu sonho. Foi aí que ganhei uma antena parabólica num consórcio. Não tinha SBT na minha cidade. Instalei a antena e estava lá o Lombardi pedindo que os espectadores enviassem as suas ideias para a câmera escondida. Coloquei uma filmadora sobre um monte de livros, gravei 11 ideias e mandei para o SBT. O Silvio ficou sabendo e me chamou para ser redator. E assim comecei fazendo redações para a câmera escondida. Logo aprendi também a fazer produção. Com o tempo,
passei a atuar nas câmeras escondidas, depois a dirigir, até que um dia a Angélica resolveu ir para a Globo e ele me deu a oportunidade.

O Silvio gosta muito de você.
Eu tenho um carinho muito grande por ele, gratidão e amor. Ele me ensinava, no camarim, a fazer programa de televisão. Chamava e dizia: Portiolli, não é assim que faz. Faça assim. Eu apresentaria assim. E me mostrava como fazer. Isso tem preço? Não tem preço. Minha gratidão pelo Silvio é gigante e ele sabe disso. É um amor recíproco.

É ele quem decide tudo lá?
Sim, é ele quem decide tudo. Certa vez ele disse que eu não seria apresentador no SBT de jeito nenhum. O Silvio falou um monte de "nãos” para mim. “Aqui você não vai ser apresentador", "aqui você não vai para a frente", "aqui é só produção". Mas eu insistia: "é você quem tem de me dar oportunidade".

Quantos inscritos tem seu canal no YouTube hoje?
São dois milhões e 800 mil. Iniciei na brincadeira, sem noção nenhuma, e comecei a fazer vídeos. E, de repente, começou a bombar. Em quatro meses chegou a um milhão, foi aumentando e não para de crescer.

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