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Amaury Jr
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Amaury Jr

Jornalista e apresentador de televisão.

28/02/2017
Cavaleiro Doda Miranda reconstrói a vida após separação
O ex de Athina Onassis não só vai lutar para conseguir um lugar na Olimpíada de 2020, em Tóquio, como vai treinar novos cavaleiros
Divulgação

Alvaro Afonso de Miranda Neto, o Doda, 44, dono de duas medalhas olímpicas no hipismo, separou-se no ano passado de Athina Onassis, herdeira da bilionária fortuna, avaliada em mais de três bilhões de dólares, deixada por seu avô, o armador grego Aristóteles Onassis.O casamento durou pouco mais de dez anos.

Doda, você está de relacionamento novo?
É um recomeço na minha carreira e vida amorosa, e realmente foi um presente de Deus ter conhecido a Denize Severo (repórter do programa Amaury Jr).

Eu ia cobrir o evento da Hípica. De repente, não pude fazer a cobertura, liguei para a Denize, pedi para ela me cobrir. Foi quando o amor nasceu...
Estou muito feliz, é um ano muito especial para mim, porque, como lhe disse, decidi reconstruir a minha vida profissional também. É muito bom estar aqui no Brasil novamente desenvolvendo um projeto de treinamento com cavalos de elite, com cavalos brasileiros de hipismo, e também com alunos jovens de altíssmo nivel técnico e com objetivo de chegar aos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Você e a Athina eram sócios em algumas empresas. Como está essa disputa?
Criamos uma empresa chamada Victorys já há algum tempo e, desde então, tudo o que eu conquistava nas pistas, as premiações, sempre colocava na empresa. E também todo o meu patrocínio de um banco privado suíço. Quero só conseguir recuperar o que conquistei. As pessoas podem falar que estou querendo metade da fortuna dela, isso não tem nada a ver. Casei com separação total de bens, por uma opção minha. A única coisa que quero é isso, as minhas premiações e os cavalos da minha filha que ela também bloqueou - são três cavalos da Vivi, que está sem montar há quatro meses.

A Athina continua no hipismo?
Continua, mas com resultados realmente fracos. Está despencando no ranking. Ter dinheiro muitas pessoas têm, mas ser feliz é uma coisa que não se compra. É muito mais difícil ser feliz do que ser rico.

Você teve alguma dificuldade na participação na Olimpíada do Rio de Janeiro?
Graças a Deus a juíza na Bélgica, dois meses antes das provas, ordenou que o cavalo com o qual eu participaria da Olimpíada não poderia ser retirado de mim até o final do campeonato. Isso me deu bastante tranquilidade. Não fico pensando onde estava e onde estou. Fico imaginando o momento em que tudo caiu, mas ao mesmo tempo percebo que estou subindo.
Tenho uma facilidade muito grande de não valorizar os problemas. Nem uso a palavra problema, sempre gosto de histórias de superação. Tudo isso está me dando uma motivação muito maior. É muito gostoso agora conseguir ter a minha vida, fazer o meu esquema e tenho certeza de
que quando chegar onde quero, qualquer vitória dentro e fora da pista vai ter um valor muito maior.

Como vai ser sua rotina no Brasil?
Vou ocupar parte do meu dia treinando com alguns cavalos em um clube de campo em Interlagos. Depois vou para a Hípica Paulista, onde treino quatro alunos de elite. É um preparo para a Olimpíada de 2020. A minha intenção agora é conseguir chegar a Tóquio com o conjunto, que é cavalo e cavaleiro, 100% brasileiro.

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